Estava ela ajoelhada e olhou para o mar, além de conchas ela podia ver pequeninas pedras que corriam entre as conchas e juntavam-se ao mar, para novamente brincar. Pensando bem, ela estava no melhor lugar do mundo, ao que se possa imaginar nada estava além daquilo que seus olhos alcançavam. Se havia medo, era do desejo. Se havia medo, era do novo. Se havia medo, ela não morreria. Por isso o medo era o consolo, o consolo de uma vida inteira. Ela sabia que mesmo a vida inteira teria medo, mas ela não sabia que de medo a vida vivia pairando. No desalento, no desconsolo, no descortinar. Ela olhou para frente e o que podia ver eram as aves, as mais belas que seus olhos viram, não porque naquele dia estava acordada, mas porque naquele dia havia se acordado nela um desejo secreto de rever a vida, sem MEDO. O medo sabia se alojar no lugar mais recôndito daquele ser, e ela sabia que nada daquele medo passaria antes de o medo saber que ela sabia de sua existência. Ela travou conversa, de forma singela, para que o medo não se assutasse e se escondesse longe. Ele não se escondeu, para grande espanto e surpresa, ele não se escondeu, e foi além disso, ele dividiu com aquele ser, por hora escondido do medo, que o medo nada mais é do que a incerteza dos desejos. Ela olhou para suas mãos, olhou para o mar enorme e silencioso,olhou para as pequenas pedrinhas e viu que o medo das pedras estava em não poder participar do mar, por isso cada pedra corria ao encontro do mar para com ele poder brincar. No acalento daquelas palavras ela percebeu que daquele dia, e para todos os dias de sua vida, ela cuidaria de seus desejos como se fossem pequenas pedras querendo brincar com o mar.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Segredinho Secretinho: Parte II
Conversar com criança é entender uma parte do mundo II:
Ai vai uma pérola que somente CRIANÇA e PALHAÇO podem entender, estávamos eu e o Osmar, na Marejada em uma intervenção, quando fomos seguidos por uma linda garota de olhos brilhantes, e a conversa?De louco? De palhaços? De crianças? Ahhhhh, não sei, mas foi assim:
Florbela: "- Ah eu sou a Natália, olha João eu sou a Natália."
Natália: "-Não, EU sou Natália, VOCÊ é Florbela."
Florbela: "-Então, o que eu disse? Eu sou Natália, você é Florbela. Ah, que lindo, você é Florbela, gostei do seu nome, bonito ele."
Natália: "-Tá, tá bom, eu sou a Florbela então."
Florbela: "-Oh Florbela, eu tenho que ir embora tá, me liga viu, gostei de você, vou te esperar tá."
Natália: "-Eu não vou te ligar não."
Florbela: "-Não? Porque não."
Natália: "-Eu te mando mensagem é mais fácil."
Florbela: "-Ah tá, mas como é seu nome mesmo?
Natália: "-Eu já disse é Florbela."
Uma piscadinha bem de leve e um mundo enorme de segredos entre nós.
Adoro criança e adoro palhaço também!
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Segredinho secretinho
- "Carol, olha ali do lado."
- "Que tem ali?"
- "Sim, você não tá vendo Carol?"
- "Não vi, juro, o que era?"
- "Não era, é ainda, dois passarinhos se beijando lá no céu, porque você está sorrindo depois de duas lágrimas de tristreza."
- "Triste? Eu? Hoje?"
- "É. Tu não sabe, mais eu sei, é nosso segredinho tá?"
Então tá, se é, é...
(Palavras sempre doces da Sharla, uma linda fadinha da pá virada, que me deixa docinha docinha só no olhar).
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
PARCERIA

Uns poucos no mundo sabem como é.
Não estou somente falando de teatro, mas mais que isso, da parceria por vezes estabelecida no teatro, ou em outras muitas áreas, me apego a minha área para expressar meu agradecimento: à parceria.
Ela não é divina, mas é quase como se fosse algo que disse que se não fosse poderia ter sido, mas enfim se foi quem sabe quem disse o que era...
Já diria Mário Quintana:
"Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!"
Parceria nos dias que vivemos hoje é quase que um lugar incomum, inexistente, inascessível.
Mentira, não é não.
Prova disso é que temos aqui duas traças, na próxima semana, com mais um caminho, novo e fresquinho para descobrir, sem medo, porque temos esta tal desta parceria.
Não vou agradecer de qualquer jeito não, vou agradecer conforme o mundo quer de nós, ou das traças:
Todos estes que aí estão
Atravancando o NOSSO caminho,
Eles passarão.
NÓS passarinhoS!
Tomara que Mário Quintana ache a mesma graça que eu a brincar com seus versos, reversos, ao inverso, do verso... Ah, é quase uma "parceria" de palavras. Não?!
Não estou somente falando de teatro, mas mais que isso, da parceria por vezes estabelecida no teatro, ou em outras muitas áreas, me apego a minha área para expressar meu agradecimento: à parceria.
Ela não é divina, mas é quase como se fosse algo que disse que se não fosse poderia ter sido, mas enfim se foi quem sabe quem disse o que era...
Já diria Mário Quintana:
"Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!"
Parceria nos dias que vivemos hoje é quase que um lugar incomum, inexistente, inascessível.
Mentira, não é não.
Prova disso é que temos aqui duas traças, na próxima semana, com mais um caminho, novo e fresquinho para descobrir, sem medo, porque temos esta tal desta parceria.
Não vou agradecer de qualquer jeito não, vou agradecer conforme o mundo quer de nós, ou das traças:
Todos estes que aí estão
Atravancando o NOSSO caminho,
Eles passarão.
NÓS passarinhoS!
Tomara que Mário Quintana ache a mesma graça que eu a brincar com seus versos, reversos, ao inverso, do verso... Ah, é quase uma "parceria" de palavras. Não?!
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